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A correção visual no ceratocone depende da gravidade da doença e de suas necessidades individuais. Nos casos iniciais pode ser desnecessário o uso de correção óptica. Outras vezes o uso de óculos pode ser suficiente. Nos casos moderados ou avançados, entretanto, é comum a necessidade de lentes de contato, freqüentemente rígidas, ou algum procedimento cirúrgico. As formas de tratamento mais comuns e atuais são as seguintes:
As lentes de contato (LC) são a primeira opção no tratamento do ceratocone moderado e avançado. As LC rígidas gás-permeáveis (RGP) são a principal opção porque fornecem superfície regular, neutralizam as aberrações ópticas e as distorções da superfície corneal anterior, melhorando a visão, mesmo nos graus avançados da doença.
Os avanços tecnológicos dos desenhos e materiais das LC têm permitido sua adaptação em quase todos os graus de ceratocone. Com a adaptação correta, a maioria dos pacientes alcança acuidade visual (AV) igual ou melhor do que 20/40.
Além das RGP (esféricas, asféricas, zona óptica esférica com periferia asférica, bicurvas tipo Soper, tricurvas tipo Ni-cone, policurvas tipo McGuire e outras com diferentes desenhos), pode-se utilizar LC gelatinosas (LCG esféricas, tóricas e com desenhos especiais), sistema à cavaleiro (piggyback) e LC com desenho híbrido (tipo Soft-PermTM).
Uma das principais causas de ceratocone é a fraqueza do colágeno corneano. Com este tratamento, novas ligações entre as moléculas de colágeno adjacentes são criadas fortalecendo a córnea, na tentativa de evitar a progressão do ceratcone. Nos últimos anos houve um aumento significativo dos estudos relacionados ao cross-linking de colágeno como uma opção inovadora no tratamento de ceratocone. Ao associar uma substância natural chamada “riboflavina” (vitamina B2) à luz ultravioleta (365 nm), o tratamento cria novas ligações entre as moléculas de colágeno da córnea aumentando assim a sua resistência ( gera um aumento de até 320% - mostram os últimos estudos ).
Do lado esquerdo as fibras normais da córnea.
Do lado direito as fibras submetidas ao tratamento com cross-linking.
O Opto Xlink foi projetado com tecnologia de última geração para proporcionar segurança e eficácia no tratamento do ceratocone.
São anéis segmentares ultrafinos de PMMA (acrílico) transparente que são implantados cirurgicamente na periferia da córnea. Um ou dois segmentos podem ser implantados, distendendo a córnea periférica, levando a um aplanamento da sua região central, diminuindo o ceratocone.

Existem alguns tipos de anéis, sendo o mais utilizado em nosso hospital, o anel de Ferrara. Este tratamento não impede a evolução da doença e, até o momento, apresenta pouca previsibilidade de resultados.
Indica-se o uso do anel de ferrara e a aplicação do cross-linking de colágeno com a finalidade de protelar ou evitar o transplante de córnea em pacientes com córneas transparentes, que não toleram o uso de lentes de contato ou que estes tratamentos se mostram ineficazes em deter a evolução da doença.
O transplante de córnea é uma cirurgia que troca a porção central da córnea doente por uma córnea sadia doada. O transplante é fácil e a captação do órgão também.
Para os transplantes de “forma comum” o “flap” é produzido por um mecanismo cortante que secciona a córnea de forma simples, tanto do paciente como do doador. Nesses casos a quantidade de pontos dados ao final do procedimento é muito grande. A recuperação é mais demorada e com isso o tratamento é mais difícil para o paciente.
Em transplantes lamelares (parciais) ou penetrantes (totais), o Intralase (Um equipamento de última geração que emite um feixe laser que penetra e corta a córnea ) permite um corte perfeito - o laser percorre a córnea recortando-a de forma única - tanto na córnea do doador quanto na do receptor, proporcionando um “encaixe perfeito”. Sendo assim, o número de pontos é menor e a recuperação visual é mais rápida (4 meses) em relação aos transplantes convencionais(12 a 18 meses).
Outro ponto importante é quanto a rejeição. Nos processos mecanicos o procedimento é por vezes “grosseiro”, a ocorrência de rejeições são mais comuns, o que não ocorre com o Intralase.


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