Tratado em tempo oportuno a doença pode ser controlada, mantendo-se a visão do paciente durante toda a sua vida. O tratamento do glaucoma inclui o uso de colírios (mióticos, beta-bloqueadores, análogos das prostaglandinas) medicamentos gerais (acetazolamida) e nos casos mais graves laser ou cirurgia. Quando só os colírios não conseguem realizar o controle da pressão, o médico pode indicar a cirurgia Fistulizante (trabeculectomia).
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O laser pode ser aplicado no Glaucoma na trabeculoplastia |
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A trabeculestomia é a técnica cirúrgica para o Glaucoma e consiste na retirada de pequena porção do "ângulo" (seta vermelha" ) melhorando a drenagem (seta verde) Em uns casos mais severos de Glaucoma podemos realizar o Implante para melhorar a drenagem |
É, sem dúvida, a cirurgia mais utilizada no tratamento do glaucoma.
Tradicionalmente, os oftalmologistas têm seguido uma abordagem seqüencial no manuseio do glaucoma, que inclui primeiramente o tratamento medicamentoso, seguido pela terapia com laser e, finalmente, a cirurgia. Assim, a cirurgia estaria indicada apenas quando o paciente já tiver sido submetido à terapia medicamentosa máxima tolerada e o benefício máximo do tratamento com laser tiver sido alcançado. No entanto, existe uma controvérsia considerável a respeito de como o glaucoma deve ser inicialmente tratado. O consenso existente é que apenas a redução da pressão intra-ocular (PIO) tem sido comprovadamente demonstrada como tendo efeito benéfico na evolução do glaucoma. Uma abordagem mais agressiva para redução na PIO tem evoluído a partir do fato de que a cegueira por glaucoma pode ocorrer mesmo nos pacientes sob tratamento. A cirurgia pode claramente reduzir a PIO em níveis baixos e manter esta redução por um período prolongado, de maneira superior à obtida com o uso de laser ou medicamentos. Além disso, diversos estudos têm mostrado que a efetividade da cirurgia é maior em olhos que não tenham sido previamente submetidos a tratamento com colírios hipotensores.
Contudo, a cirurgia carrega riscos consideráveis. Ela envolve a criação de uma fístula no olho, violando a integridade do mesmo, podendo levar a endoftalmite, maculopatia hipotônica, acelerar a formação de catarata, dentre outras complicações. No Estudo Colaborativo de Glaucoma de Pressão Normal (Collaborative Normal-Tension Glaucoma Study Group) quase 50% dos pacientes submetidos a cirurgia filtrante desenvolveram catarata significante e o efeito favorável da redução na PIO com a cirurgia só foi encontrado quando se retirou o impacto da catarata na piora do campo visual. Ou seja, apesar de a redução na PIO ter contido a evolução do glaucoma, houve piora no campo visual conseqüente à formação de catarata.
Por causa dos riscos associados à cirurgia filtrante, a terapia medicamentosa tem sido, na maioria dos casos, a primeira opção de tratamento. Apresenta a grande vantagem de ser uma opção terapêutica reversível, enquanto que os efeitos da cirurgia são permanentes. Contudo, as drogas antiglaucomatosas também oferecem riscos para o paciente. Os beta-bloqueadores, que são as drogas mais comumente prescritas, estão associados a significativo aumento na morbimortalidade por problemas respiratórios ou cardiovasculares. A terapia medicamentosa é a que mais tem evoluído nos últimos anos, com a introdução de novas classes de drogas, o que tem possibilitado a redução efetiva na PIO, sem necessidade de cirurgia. Por outro lado, o tratamento com múltiplas drogas está associado a diminuição na adesão do paciente e, muitas vezes, impõe um custo proibitivo ao tratamento. Estas considerações devem ser levadas em conta na definição do que seria a terapia medicamentosa máxima tolerada para o paciente.
A trabeculoplastia à laser, por sua vez, tem a grande desvantagem de ter o menor efeito de redução da PIO dentre as três opções de tratamento disponíveis(9). Além disso, a magnitude de redução obtida diminui gradualmente com o tempo. Tem a vantagem de ser um procedimento minimamente invasivo, com poucos efeitos colaterais e não dependente da adesão do paciente ao tratamento. Tem sido usada após insucesso com o tratamento medicamentoso. Contudo, em pacientes com glaucoma avançado, com ameaça a fixação central, deve-se dar preferência pela indicação de cirurgia filtrante após falha da medicação.
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